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sábado, 24 de abril de 2010
Melodia Sacra
Ah! Linda e incandescente
surge A lua...donzela cuja voz
nenhum de nós
há resistido!
Maviosa e poderosa canção
embriaga, enlouquece, desorienta...
entrego-me em seus
braços prateados
Ouço seu chamado!
o música entorpecedora...e,
libertadora da Besta!
Do eu verdadeiro e oculto.
A fera ressurge a cada
chamado de seus lábios
a cada carícia noturna
de seus gélidos dedos.
Tenho-te por amante
eterna e onipotente
meiga, carinhosa, bela
fria, cruel...contundente.
Rasga-me a pele
retorce-me os ossos
pelos...formas...dor!
Esse é o seu amor!
Livre da prisão que
me oprimia, ocultava, subjugava...
percorro, farejo, persigo
sinto o vento em meu focinho...
Me traz odores....
acaricia minha pelagem
corro e nada fica em meu caminho!
Sou a força da terra, sou filho da Lua!
Adriana La Terza
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Secrets II
Ansia
Teu corpo escultural
Tua pela alva e macia
Demonstram os prazeres
Que aos teus devotos propicia!
Ah!...se tu soubesses
A ânsia que me devora o peito
A sede de seus doces beijos
Cederia-me, ligeiro,
Teu olhar faceiro.
Adriana La Terza
Procurei
Procurei por ti , flor do dia,
entre as encantadas fontes.
desdobrei-me em agonias,
ao sol dos montes.
Andei por todo lugar,
procurando te encontrar,
flor minha!
mas não sei por que
mal ou desvelo, não soubestes
a que vinhas.
E num repente matreiro,
surgistes.....
a me conquistar,
não nego, a mim foi difícil,
mas aceitarei te amar.
E agora sonho em vão
e continuo a procurar...
quem sabe em teu coração,
o amor, o quanto durará?
Adriana La Terza
Libertação
Àcido desce por meus
nervos e corroe
minha carne,
revolve-me as entranhas.
Sangram-me os olhos,
dos ouvidos brotam pus.
Desfaço-me, e...
alegro-me!
Esta imunda prisão de carne
não mais reterá minha essência!
Singrarei os etéreos mares...
beberei da fonte diamantina...
E este grilhão carnal,
agora, putrefacto, retorna
ao abundante, imenso, coletivo...
ao mundo material.
Adriana La Terza
Azrael
Vejo um anjo aproximando-se
enormes e brilhantes asasrosto sereno, olhar distante....
numa mão traz uma estrela
noutra uma ceifa.
Ao Seu redor nuvens
de almas arrebatadas
entoam cânticos à Alvorada
da vida nova que inicia
Longe, livre desta prisão nojenta
divirtam-se vermes
roendo-me os ossos, rompendo-me as fibras
eu, livre, alcançarei triunfante
o ignoto, o aguardado!
Adriana La Terza
Habitação
Há um estranho ser que habita
cá dentro em meu reino pessoalrange, alucina, grita
ri-se, enlouquecido
em ardente vendaval.
Arruína minha esperança
transforma-me em fera
rutilantes olhos, afiadas presas
esgueirando, tateando, farejando...
faminto!
Sanguissedento dos licores da vida
sinto abrir-me o peito à horda
maltrapilha e suja
turba maldita que dormita
sob a pele, nas entranhas....fervilha
Cruento, desalmado demônio
buscando, caçando, sugando
roubando fragmentos de outros, para
construir o seu próprio
castelo de carne e sangue,
Mantendo, assim aprisionadas
as almas torturadas
das desafortunadas vítimas.
Adriana La Terza
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