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domingo, 14 de novembro de 2010

H. P. Lovecraft




Howard Phillips Lovecraft (Providence, Rhode Island, 20 de agosto de 1890 - 15 de março de 1937) foi um escritor norte-americano celebrizado pelos suas obras de  fantasia e terror, marcadamente gótico, enquadrados por uma estrutura semelhante à da ficção científica.
O princípio orientador literário de Lovecraft era o que ele chamava de "cosmicismo" ou "terror cosmico", a ideia de que a vida é incompreensível à mente humana e que o universo é fundamentalmente alienígena. No início da década de 40, Lovecraft tinha desenvolvido um culto baseado em Cthulhu Mythos, uma série de ficção vagamente interligada com um panteão de entidades anti-humanas, assim como o Necrnomicon, um Grimório fictício de ritos mágicos e sabedoria proibida. Os seus trabalhos foram profundamente pessimistas e cínicos, desafiando os valores iluministas do romantismo e do humanismo cristão.  Os protagonistas de Lovecraft eram o oposto do tradicional gnose e misticismo por momentaneamente anteverem o horror da ultima realidade e do abismo.
Era assumidamente conservador e anglófilo, sendo por isso habituais no seu estilo os arcaísmos e a utilização de vocabulário e ortografia marcadamente britânicos - fato que contribui para aumentar a atmosfera de seus contos, pois muitos deles contêm referências a personagens que viveram antes da independência das 13 colónias, bem como a estabelecimentos comerciais existentes entre os séculos XVII e XVIII.
Durante a sua vida teve um número relativamente pequeno de leitores, no entanto sua reputação cresceu com o passar das décadas, e ele agora é considerado um dos escritores de terror mais influentes do século 20. De acordo com Joyce Carol Oates, Lovecraft, como aconteceu com Edgar Allan Poe no século 19, tem exercido "uma influência incalculável sobre sucessivas gerações de escritores de ficção de horror", Stephen King chamou Lovecraft de "o maior praticante do século XX do conto de terror clássico."






Biografia


Lovecraft foi o único filho de Winfield Scott Lovecraft, negociante de jóias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips, vinda de uma família notória que podia traçar suas origens directamente aos primeiros colonizadores americanos, casados numa idade relativamente avançada para a época. Quando contava três anos, seu pai sofreu uma aguda crise nervosa que deixou sequelas profundas, obrigando-o a passar o resto de sua vida em clínicas de repouso.
Assim, ele foi criado pela mãe, Sarah, por duas tias, e por seu avô, Whipple van Buren Phillips. Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia seus próprios poemas aos seis. Seu avô encorajou os hábitos de leitura, tendo arranjado para ele versões infantis da Ilíada e da Odisséia de Homero, e introduzindo-o à literatura de terror, ao apresentar-lhe clássicas histórias de terror gótico.
Lovecraft era uma criança constantemente doente. Seu biógrafo, L. Sprague de Camp, afirmou que o jovem Howard sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele fosse sempre gelada ao toque. Devido aos seus problemas de saúde, ele frequentou a escola apenas esporadicamente mas lia bastante.
O seu avô morreu em 1904, o que levou a família a um estado de pobreza, devido à incapacidade das filhas de gerirem os seus bens. Foram obrigados a mudar-se para acomodações muito menores e insalubres, o que prejudicou ainda mais a já débil saúde de Lovecraft. Em 1908, ele sofreu um colapso nervoso, acontecimento que o impediu de receber seu diploma de graduação no ensino médio e, consequentemente, complicou sua entrada numa universidade. Esse fracasso pessoal marcaria Lovecraft pelo resto dos seus dias.
Nos seus dias de juventude, Lovecraft dedicou-se a escrever poesia, mergulhando na ficção de terror apenas a partir de 1917. Em 1923, ele publicou seu primeiro trabalho profissional, Dagon, na revista Weird Tales. Lovecraft junto de Clifford Martin Eddy, Jr., foi um ghostwriter do magazine Weird Tales, inclusive escrevendo uma estória, "Sob as Pirâmides" (Under the Pyramids, também conhecida como Imprisoned with the Pharaohs), para o famoso mágico Harry Houdini.
A sua mãe nunca chegou a ver nenhum trabalho do filho publicado, tendo morrido em 1921, após complicações numa cirurgia.
Lovecraft trabalhou como jornalista por um curto período, durante o qual conheceu Sonia Greene, com quem viria a casar. Ela era judia natural da Ucrânia, oito anos mais velha que ele, o que fez com que sua tias protestassem contra o casamento. O casal mudou-se para o Brooklyn, na cidade de Nova Iorque, cidade de que Lovecraft nunca gostou. O casamento durou poucos anos e, após o divórcio amigável, Lovecraft regressou a Providence, onde moraria até morrer.
O período imediatamente após seu divórcio foi o mais prolífico de Lovecraft, no qual ele se correspondia com vários escritores estreantes de horror, ficção e aventura. Entre eles, seu mais ávido correspondente era Robert E. Howard, criador de Conan, O Bárbaro. Algumas das suas mais extensas obras, Nas Montanhas da Loucura e O Caso de Charles Dexter Ward - seu único romance -, foram escritas nessa época.
Os seus últimos anos de vida foram bastante difíceis. Em 1932, a sua amada tia Lillian Clark, com quem ele vivia, faleceu. Lovecraft mudou-se para uma pequena casa alugada com sua tia e companhia remanescente, Annie Gamwell, situada bem atrás da biblioteca John Hay. Para sobreviver, considerando-se que seus próprios textos aumentavam em complexidade e número de palavras (dificultando as vendas), Lovecraft apoiava-se como podia em revisões e "ghost-writing" de textos assinados por outros, inclusive poemas e não-ficção. Em 1936, a notícia do suicídio do seu amigo Robert E. Howard deixou-o profundamente entristecido e abalado. Nesse ano, a doença que o mataria (câncer no intestino) já avançara o bastante para que pouco se pudesse fazer contra ela. Lovecraft suportou dores sempre crescentes pelos meses seguintes, até que a 10 de março de 1937 se viu obrigado a internar-se no Hospital Memorial Jane Brown. Ali morreria cinco dias depois. Contava então 46 anos de idade.
Howard Phillips Lovecraft foi enterrado no dia 18 de março de 1937, no cemitério Swan Point, em Providence, no jazigo da família Phillips. O seu túmulo é o mais visitado do local, mas passaram-se décadas sem que o seu túmulo fosse demarcado de forma exclusiva. No centenário do seu nascimento, fãs norte-americanos cotizaram-se para inaugurar uma lápide definitiva, que exibe a frase "Eu sou Providence", extraída de uma das suas cartas.






Obra:


Muitos dos trabalhos de Lovecraft foram directamente inspirados por seus constantes pesadelos, o que contribuiu para a criação de uma obra marcada pelo subconsciente e pelo simbolismo. As suas maiores influências foram Edgar Allan Poe, por quem Lovecraft nutria profunda afeição, e Lord Dunsany, cujas narrativas de fantasia inspiraram as suas histórias em terras de sonho. Suas constantes referências, em seus textos, a horrores antigos e a monstros e divindades ancestrais acabaram por gerar algo análogo a uma mitologia, hoje vulgarmente chamada Cthulhu Mythos, contendo vários panteões de seres extra-dimensionais tão poderosos que eram ou podiam ser considerados deuses, e que reinaram sobre a Terra milhões de anos atrás. Entre outras coisas, alguns dos seres teriam sido os responsáveis pela criação da raça humana e teriam uma intervenção direta em toda a história do universo.
Lovecraft é talvez um dos poucos autores cuja obra literária não tem meio-termo: volta-se única e exclusivamente para o horror, tendo como finalidade perturbar o leitor, depois de atraí-lo para a atmosfera, o ambiente, o clima daquilo que lê. Ele parte de uma situação muitas vezes aparentemente banal: De um asilo particular situado em Providence desapareceu um jovem pesquisador… É assim que começa o seu único romance, O caso de Charles Dexter Ward - para ir mostrando, aos poucos, o resultado da pesquisa que o citado Charles fizera tentando encontrar um seu antepassado que havia sido obscurecido propositadamente…
Quando o livro termina, ficamos sabendo o porquê do desaparecimento do pesquisador, além de descobrir que este seu antepassado, Joseph Curven, também se dedicava a pesquisas, estas de magia negra, necromancia e ressurreição de seres inomináveis, entre os quais ele próprio.
Um dos ingredientes da fórmula lovecraftniana para seduzir o leitor é o uso da primeira pessoa: a maior parte de seus contos, entre eles as obras-primas primordiais O chamado de Cthulhu, Um sussurro nas trevas, A cor que caiu do céu, Sombras perdidas no tempo e Nas montanhas da loucura. Algumas vezes, todos os acontecimentos são vividos pelo narrador, como em Sombras perdidas no tempo; outras vezes, o narrador convive com alguns personagens e toma parte dos fatos (em geral, a pior delas).
A expressão Cthulhu Mythos foi criada, após a morte de Lovecraft, pelo escritor August Derleth, um dos muitos escritores a basearem suas histórias nos mitos deste. Lovecraft criou também um dos mais famosos e explorados artefactos das histórias de terror, o Necronomicon, um fictício livro de invocação de demónios escrito pelo, também fictício, Abdul Alhazred, sendo até hoje popular o mito da existência real deste livro, fomentado especialmente pela publicação de vários falsos Necronomicons e por um texto, da autoria do próprio Lovecraft, explicando a sua origem e percurso histórico.
É importante salientar que Lovecraft foi o autor de "O horror sobrenatural na literatura", que ainda é o mais importante ensaio sobre o género, mesmo tendo se passado mais de setenta anos da sua publicação; o surgimento, posteriormente, de autores como Robert Bloch e Stephen King não alteram este fato.






Influências na atualidade:


Conan
Lovecraft foi amigo de Robert Howard, criador de Conan e Kull. Quando foram lançados, estes personagens eram publicados apenas em forma de contos nas pulp magazines. A popularização de Conan a partir do lançamento do filme Conan, o Bárbaro, impulsionou as sua publicações em HQs.
Muitas das melhores histórias de Conan contêm inúmeras referências a personagens criados por Lovecraft, em algumas, chega mesmo a aparece um personagem, meio Deus meio Demónio, referência à série Cthulhu Mythos.


Martin Mystère
 
Criado por Sergio Bonelli, este personagem é denominado "O Detetive do Impossível". Arqueólogo nada convencional, tem um assistente de nome Java, membro de uma tribo de homens de Neandertahl que sobreviveu na Mongólia e usa uma "arma de raios" que teria sido forjada na Atlântida. No Brasil, a editora globo publicou 13 edições com Martin Mystère. Nas edições 4 - A Estirpe Maldita; 5 - A Casa nos Confins do Mundo e 6 - Crime na Pré-história, os personagens de Bonelli enfrentam situações descritas em dois contos lovecraftnianos (Os sonhos da casa das bruxas e Nas montanhas da loucura), a tal casa no fim do mundo teria sido habitada pelo próprio Lovecraft, e Martin Mystère e seus amigos conhecem um pintor de nome Pickmann (protagonista de "O modelo de Pickman").


Música

Muitas bandas de rock e metal fazem homenagens a Lovecraft nas suas músicas, como por exemplo:
  • Iron Maiden - Uma das artes gráficas mais conhecidas da história do heavy metal, presente no álbum ao vivo Live After Death da banda inglesa Iron Maiden é, de algum modo, um tipo de homenagem ao escritor Lovecraft, já que na lápide da sepultura de Eddie está escrito. That is not dead, Which can eternal lie, And with strange aeons Even death may die.
  • Nox Arcana - O cd inteiro chamado Necronomicon, além de outras músicas apresentadas em outros álbuns.
  • Payne's Gray - Cd Kadath Decoded
  • Metallica - The Call Of Ktulu (faixa instrumental), The Thing That Should Not Be, e All Nightmare Long
  • Cradle Of Filth - Cthulhu Dawn (Música), Lovecraft and Witch Hearts (Coletânea), Peace Through Superior Fire (DVD)(no encarte do DVD há uma imagem como seria o ser Cthulhu)
  • Bal-Sagoth - Toda a discografia
  • Black Sabbath - Behind the Wall of Sleep
  • Zombeast - Cthulhu
  • Mercyful Fate- Curse of The Pharaohs, My Demon e The Mad Arab e Kutulu (The Mad Arab Part Two) Ambas juntas querem dizer sobre Abdul Alhazred o (Árabe Louco) criado por HP Lovercraft, parece também que tanto o Album Time e o Album Into The Unknown da banda abordam como tema principal a obra do escritor. Alhazred escreveu o Al Azif, um livro maléfico em árabe que viria mais tarde a ser conhecido como "Necronomicon"
  • Buckethead- Lurker at the Threshold, partes I e II. Algumas versões tem o parêntese: "Inspired by H.P. Lovecraft"
  • Adagio - As músicas Arcanas Tenebrae e R'lyeh the dead do album Dominante, são baseadas na literatura de Lovecraft.
  • Septic Flesh- Lovecraft's Death


 


Filme/Documentário de Lovecraft




LoveCraft: Medo do Desconhecido

 
Ficha Técnica
Diretor: Frank H. Woodward
Roteiro: Frank H. Woodward
Produtores: James B. Myers, William Janczewski e Frank H. Woodward
Trilha Sonora: Mars of Deadhouse Music
Edição: Richard Thurber
Elenco:
Ramsey Campbell
John Carpenter
Guillermo Del Toro
Neil Gaiman
Stuart Gordon
S.T. Joshi
Caitlin R. Kiernan
Andrew Migliore
Robert M. Price
Peter Straub.
Informações adicionais sobre o filme:
-A idéia era fazer um documentário de curta-metragem, que seria vendido à Anchor Bay para participar de uma edição especial do Gordon Releases. O trato não foi cumprido, e Woodward decidiu transformar o curta em longa.
-O filme venceu o prêmio de melhor documentário no Comic-Con Int’l – Festival Independente de Cinema.
 

Site Oficial: http://www.wyrdstuff.com/lovecraft/   

 


Leia mais sobre este filme em:

http://www.fantaspoa.com/2009a/fantaspoa/viewFilme.php?idFilme=56


Tributo à H. P. Lovecraft:


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Friday the 13th - The Series




Friday the 13th: The Series é uma série canadense de horror criada para a televisão e exibida entre 1987 e 1990. Foi exibida no Brasil com nome de Sexta-Feira 13 - O Legado.
Foi inteiramente filmada na cidade de Toronto, no Canadá. Originalmente a série se chamaria The 13th Hour ("A 13ª Hora"), porém o produtor Frank Mancuso Jr acreditou que isto poderia afastar muitos telespectadores, e preferiu o nome Friday the 13th, para atrair deliberadamente mais público. Apesar deste título, a série nada tem qualquer ligação em sua trama com a série de filmes homônima, já que Jason Voohees não aparece nem qualquer personagem tem alguma ligação com os filmes.
As duas séries, no entanto, tem diversas associações em seu elenco e na equipe que o produziu; o produtor do programa, Mancuso, Jr., também produziu os filmes da série, desde Friday the 13th Part 2 (1981) até a parte final, distribuída pela Paramount (Friday the 13th Part VII: Jason Takes Manhattan em 1989, um ano antes do fim da série televisiva). A estrela do programa, Jonh D. LeMay, também apareceu posteriormente em Jason Goes to Hell: The Final Friday, e o ator convidado Jonh Shepherd interpretou Tommy Jarvis em Friday the 13th: A New Beginning. O diretor David Cronenberg, responsável por um episódio da série de TV, apareceu em Jason X, Fred Mollin, Rob Hedden, e Tom McLoughlin também trabalharam nas duas séries.






HISTÓRIA


O objetivo principal é apresentar em 72 episódios, de aproximadamente 60 minutos, histórias de temática similar às já apresentadas em outras séries de sucesso, como Além da Imaginação. As histórias são independentes entre si. Contudo, são amarradas por um tema central, uma loja de antiguidades, que vende objetos amaldiçoados. O proprietário Lewis Vendredi, (o ator R. G. Armstrong), havia feito um pacto com o diabo para ter dinheiro e imortalidade, vendendo em troca os estranhos objetos de sua loja, que levariam desgraça e morte aos compradores. A informação é trazida no episódio A Herança (The Inheritance).
Estando depois arrependido e sentindo-se culpado pela morte de tantos de seus clientes, ele tenta desfazer o pacto e por isso desperta a fúria de Satã. Morrendo, o estabelecimento é entregue como herança de família para seus sobrinhos Ryan Dallion,(John D. LeMay), o único ator do elenco fixo que participou de algum filme da série do cinema, no caso a Parte 9, Jason Goes To Hell: The Final Friday de 1993, e Michelle Foster, a canadense Louise Robey, que desapareceu das telas depois da série, que são primos distantes que não se conheciam até se encontrarem pela primeira vez por conta dos assuntos sobre a loja de antiguidades. Todavia, eles não imaginariam o indesejável legado que estariam recebendo através de uma maldição satânica.
Enquanto olhavam a loja para avaliarem o que herdaram, conhecem o fornecedor de antiguidades, Jack Marshack, interpretado pelo ator inglês Chris Wiggins, um velho conhecido do tio e estudioso de ocultismo. Juntos, eles descobrem que os objetos à venda trazem uma maldição terrível para quem se apossa deles, e o trio resolve então recuperar esses utensílios o mais rapidamente possível para que possam ser evitadas mais tragédias. É dentro desse espírito que se desenrola a série, que chegou a ser lançada em VHS no Brasil pela CIC Vídeo, em fitas contendo apenas dois episódios. 
Hoje é um material raro que se encontra fora de catálogo.






quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Carnivàle - Série





Carnivàle (em Portugal intitulada A Feira da Magia) é um seriado estaduniense de gênero drama exibido originalmente pela HBO, com Nick Stahl interpretando o personagem principal, Ben Hawkins, fugitivo da Justiça que abandona sua fazenda para juntar-se a uma companhia circense.
A série estreou em 14 de setembro de 2003 pela HBO e foi exibida no SBT em Tele Seriados aos sábados.


Descrição

Em 1934, em plena Grande Depressão americana, todo o país afunda em uma crise econômica inédita. Após acompanhar, impotente, a morte da mãe, o fugitivo da Justiça Ben Hawkins  abandona sua fazenda para juntar-se a uma companhia circense. Ao lado de um grupo bastante peculiar, o jovem sobrevive como assistente de todos os shows do circo. O problema é que o lugar é cercado de mais misticismo do que se imagina, assim como o protagonista, capaz de ter premonições e curar deficientes. Ele é ligado misteriosamente ao pastor Justin Crowe  O diretor se inspirou no filme "The Freaks" de Tod Browning para fazer a composição de seus personagens, como Lila, a mulher barbada, Lodz o mentalista Magnifico e Ruth a domadora de serpentes. Carnivale tem um conteúdo com forte apelo sexual e adulto e contém ainda cenas de incestos e lesbianismos o que para a sociedade americana foi um choque, porém isso só serve para analtecer ainda mais a qualidade do roteiro.







Personagens (elenco)

  • Samson (Michael J. Anderson)
  • Brother Justin Crowe (Clancy Brown)
  • Clayton Jones (Tim DeKay)
  • Ben Hawkins (Nick Stahl)
  • Ruthie (Adrienne Barbeau)
  • Sofie (Clea DuVall)
  • Rita Sue Dreifuss (Cynthia Ettinger)
  • Iris Crowe (Amy Madigan)
  • Libby Dreifuss(Carla Gallo)
  • Felix 'Stumpy' Dreifuss (Toby Huss)
  • Lila (Debra Christofferson)
  • Ralph Waite  (Rev. Norman Balthus)
  • Gabriel (Brian Turk)











"Depois do início, após a grande guerra entre o céu e o inferno, Deus criou a Terra, e deu domínio sobre tudo ao habilidoso macaco que Ele chamou de homem. Desde então, a cada geração nasce uma criatura da luz, e uma criatura das trevas. Grandes exércitos se enfrentaram nessa antiga guerra entre o bem e o mal. Naquele tempo havia magia, nobreza, e inimaginável crueldade. E assim foi, até o dia em que um sol falso explodiu sobre a Trindade, e o homem para sempre trocou misticismo pela razão."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Erzsébet Báthory I




Erzsébet Báthory (7 de agosto de 1560 — 21 de agosto de 1614), em português Elisabete ou Isabel Báthory, foi uma condessa húngara da renomada família Báthory que entrou para a História por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, vinculados com sua obsessão pela beleza. Como consequência, ela ficou conhecida como "A condessa sangrenta" e "A condessa Drácula".


Nascimento e família

Erzsébet Báthory nasceu em Nyírbátor, que então fazia parte do Reino da Hungria, território hoje pertencente à República Eslovaca. A maior parte de sua vida adulta foi passada no Castelo Čachtice, perto da cidade de Vishine, a nordeste do que é hoje Bratislava, onde a Áustria, a Hungria e a Eslováquia se juntam.

Era filha do nascido plebeu barão Báthory, George e de sua esposa, Anna de Somlyó. Tinha um irmão, Stephan Báthory. Anna era filha de Istvan Báthory I de Somlyó e Katalin Telegdi. Anna era irmã do rei István Batory.

Erzsébet cresceu em uma época em que os turcos conquistaram a maior parte do território húngaro, que servia de campo de batalha entre os exércitos do Império Otomano e a Áustria dos Habsburgo. A área era também dividida por diferenças religiosas. A família Báthory se juntou à nova onda de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano tradicional.

Foi criada na propriedade de sua família em Ecsed, na Transilvânia. Quando criança, ela sofreu doenças repentinas, acompanhadas de intenso rancor e comportamento incontrolável. Em 1571, seu tio István Báthory tornou-se príncipe da Transilvânia e, mais tarde na mesma década, ascendeu ao trono da Polônia. Foi um dos regentes mais competentes de sua época, embora seus planos para a unificação da Europa contra os turcos tivessem fracassado em virtude dos esforços necessários para combater Ivan, o Terrível, que cobiçava seu território.






Casamento e sadismo

Vaidosa e bela, Erzsébet ficou noiva do conde Ferencz Nádasdy aos onze anos de idade, passando a viver, no castelo dos Nádasdy, em Sárvár. Em 1574, ela engravidou de um camponês. Quando sua condição se tornou visível, escondeu-se até a chegada do bebê. O casamento ocorreu em maio de 1575. O conde Nadasdy era militar e, frequentemente, ficava fora de casa por longos períodos. Nesse meio tempo, Erzsébet assumia os deveres de cuidar dos assuntos do castelo da família Nadasdy. Foi a partir daí que suas tendências sádicas começaram a revelar-se - com o disciplinamento de um grande contingente de empregados, principalmente mulheres jovens.

À época, o comportamento cruel e arbitrário dos detentores do poder para com os criados era comum; o nível de crueldade de Erzsébet era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava todas as desculpas para infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava alfinetes em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como, por exemplo, sob as unhas. No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar pela neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas.

O marido de Báthory juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e até lhe ensinou algumas modalidades de punição: o despimento de uma mulher e o cobrimento do corpo com mel, deixando-o à mercê de insetos.


Viuvez e mais crimes

O conde Nádasdy morreu em 1604, e Erzsébet mudou-se para Viena após o seu enterro. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Čachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. Esses foram os cenários de seus atos mais famosos e depravados.

Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Erzsébet no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, de quem pouco se sabe a respeito. Quando Darvulia adoeceu, Erzsébet se voltou para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local, seu inquilino. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Erzsébet, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas. Em virtude de estar tendo dificuldade para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Erzsébet seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio.







Prisão e morte

No início do verão de 1610, tiveram início as primeiras investigações sobre os crimes de Erzsébet Báthory. Todavia, o verdadeiro objetivo das investigações não era conseguir uma condenação, mas sim confiscar-lhe os bens e suspender o pagamento da dívida contraída ao seu marido pelo rei.

Erzsébet foi presa no dia 26 de dezembro de 1610. O julgamento teve início alguns dias depois, conduzido pelo Conde Thurzo. Uma semana após a primeira sessão, foi realizada uma segunda, em 7 de janeiro de 1611. Nesta, foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Erzsébet, a qual continha os nomes de 650 vítimas, todos registrados com a sua própria letra.

Seus cúmplices foram condenados à morte, sendo a forma de execução determinada por seus papéis nas torturas. Erzsébet foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada em um aposento do castelo de Čachtice, sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e de alimentos. A condessa permaneceu aí os seus três últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras dos Báthory, em Ecsed.


Julgamento e documentos

No julgamento de Erzsébet, não foram apresentadas provas sobre as torturas e mortes, baseando-se toda a acusação no relato de testemunhas. Após sua morte, os registros de seus julgamentos foram lacrados, porque a revelação de suas atividades constituiriam um escândalo para a comunidade húngara reinante. O rei húngaro Matias II proibiu que se mencionasse seu nome nos círculos sociais.

Não foi senão cem anos mais tarde que um padre jesuíta, Laszlo Turoczy, localizou alguns documentos originais do julgamento e recolheu histórias que circulavam entre os habitantes de Čachtice. Turoczy incluiu um relato de sua vida no livro que escreveu sobre a história da Hungria. Seu livro sugeria a possibilidade de Erzsébet ter-se banhado em sangue. Publicado no ano de 1720, o livro surgiu durante uma onda de interesse pelo vampirismo na Europa oriental.




Lendas posteriores

Escritores posteriores retomariam a história, acrescentando alguns detalhes. Duas histórias ilustram as lendas que se formaram em torno de Erzsébet Báthory, apesar da ausência de registros jurídicos sobre sua vida e das tentativas de remover qualquer menção a ela na história da Hungria:
Diz-se que certo dia a condessa, já sem a frescura da juventude, estava a ser penteada por uma jovem criada, quando esta puxou os seus cabelos acidentalmente. Erzsébet virou-se para ela e espancou-a. O sangue espirrou e algumas gotas caíram na sua mão. Ao esfregar o sangue, pareceu-lhe que estas a rejuvenesciam. Foi após esse incidente que passou a banhar-se em sangue humano. Reza a lenda que, em um calabouço, existia uma gaiola pendurada no teto construída coom lâminas, ao invés de barras. A condessa se sentava em uma cadeira embaixo desta gaiola. Então, era colcoado um prisioneiro nesta gaiola e um guarda espetava e atiçava o prisioneiro com uma lança comprida. Este se debatia, o que fazia com que se cortasse nas lâminas da gaiola, e o sangue resultante dos cortes banhava Erzsébet.
Uma segunda história refere-se ao comportamento de Erzsébet após a morte do marido, quando se dizia que ela se envolvia com homens mais jovens. Numa ocasião, quando estava na companhia de um desses homens, viu uma mulher de idade avançada e perguntou a ele: "O que farias se tivesses de beijar aquela bruxa velha?". O homem respondeu com palavras de desprezo. A velha, entretanto, ao ouvir o diálogo, acusou Erzsébet de excessiva vaidade e acrescentou que a decadência física era inevitável, mesmo para uma condessa. Diversos historiadores têm relacionado a morte do marido de Erzsébet e esse episódio com seu receio de envelhecer.
Hoje, tambem existe o relato de simplesmente a condessa Erzsébet ter sido vitima da ambição humana, não havendo provas sucifientes, pode ter sido ela uma simples acusada de algo não feito.




Descendência


Pal, casado com a plebeia Judith Revay;
András;
Anna, casada com Miklós VI, conde Zrinyi;
Orsolya;
Katalin, casada com Gyorgy, conde Drugeth de Omona;



Fonte: O Livro dos Vampiros de J. Gordon Melton