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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Futebol arte?

Futebol e a violência
O futebol como desporto é considerado por muitos a grande paixão popular e caracterizado pela crítica desportiva como o maior fenômeno social dos últimos anos. Essa afirmação é fácil de ser observada ao se analisar o amor que os torcedores têm pelo seu clube.
Porém, há certo tempo que uma inquietação vem incomodando o dia -a- dia de todo torcedor apaixonado por futebol: o caso da violência presente cada dia mais nos estádios. Esse fato tem afastado o torcedor do estádio, que vem optando por, várias vezes, assistir aos jogos em casa, diante do conforto e, principalmente, distante da violência.
Não resta a menor dúvida de que o futebol é um esporte em que ocorre muito contato, muitas vezes até de forma bem agressiva, que pode acabar acarretando em agressividade física, o que caracteriza, dessa forma, o futebol como um esporte violento. O futebol como meio de expressão de identidades nacionais ou locais tornou-se tema comum de ensaio e pesquisa no que se refere à canalização de algumas formas de agressividade que têm ocorrido num jogo de futebol não precisamente dentro do campo, mas em todo o estádio, sobretudo nas arquibancadas, o que, de certa maneira, está imbuído no contexto desse esporte.
O que está acontecendo com esse povo?










Então....


Está acontecendo aqui o mesmo que ocorreu na Europa, principalmente na Inglaterra. Os problemas de violência que atingiram seu ápice, nos anos sessenta, despertando a atenção e grandes preocupações na Europa, só foram sentidos no Brasil a partir de 1974, com o advento da transmissão de jogos pela televisão e a profusão de torcidas organizadas, passando nos anos seguintes pelos mesmos aspectos e mesmas tentativas de solução ocorridas na Europa, tanto no âmbito político quanto policial.
No contexto da violência e rivalidade no futebol, entre torcidas e nações, é preocupante o evento em que Carlos Alberto Parreira, técnico da seleção brasileira de futebol, toma água que lhe foi servida por um comediante argentino. O fator mais relevante foi a revelação, e a televisão mostrou, de que jogadores argentinos cuspiram no galão de água, supostamente o mesmo que fora oferecido ao técnico brasileiro. Encarado no início de forma jocosa por um programa humorístico da televisão argentina, o evento remonta a um episódio antigo de partida válida por Copa do Mundo em que jogadores brasileiros foram dopados após beberem água oferecida pelos argentinos. Também nos faz lembrar uma partida de tênis válida pelas oitavas de final do Aberto da Austrália de 2005, em que o argentino Juan Ignácio Chela, derrotado, deu uma cusparada em seu adversário.
O mais preocupante é sabermos que, mesmo em tom humorístico, certos jargões, práticas e atitudes do futebol ganham o cotidiano do povo e invadem a escola. Uma cusparada no chão, no adversário ou num galão de água, e outros gestos de desagravo demonstram sinais de incivilidade e que beiram à barbárie. São atitudes e comportamentos que deseducam a sociedade. Torna-se, portanto, imprescindível “educar o soberano”, preocupação manifestada por Tamarit (1996) ao referir-se à educação como “uma série de práticas dirigidas à formação integral do homem, à sua plena humanização” (TAMARIT, 1996, p.58 e 64) e referindo-se à inquietude de Sarmiento, compartilhada também por Mitre, sobre a necessidade de “educar o maior número possível de ignorantes para que a barbárie não vença” (Mitre apud Tamarit, 1996, p.58).
Portanto o professor de educação física e a escola devem desempenhar um papel importante na abordagem dos problemas recorrentes na sociedade, despertando no aluno a reflexão, motivando-o e favorecendo oportunidades de inclusão na sociedade através do esporte. Devem, portanto, estar bem preparados não apenas nas especificidades do esporte mas também nas questões sociais emergentes que caracterizam a comunidade onde atuam. Assim poderão integrar a atividade física e o esporte ao cotidiano da escola e da população com a qual se relaciona. A preocupação da Escola deve ser contribuir com a formação do homem enquanto cidadão, através de um processo pedagógico humanizante. Assim o cidadão será formado e capaz de organizar e praticar o lazer com maior aproveitamento, difundindo-o na comunidade. Num mundo em que a violência é barata e, às vezes, gratuita, a paz custa vidas.







É decepcionante ver o que vem ocorrendo nos Estádios ( dentro e fora ) de futebol, com jogadores e torcedores. O, outrora, grandioso espetáculo foi substituído por uma demonstração coletiva de agressividade, não lembrando em nada a essência do esporte que é o companheirismo, a confraternização e a alegria!




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