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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

RPG

O Role-playing game (RPG, traduzido como "jogo de interpretação de Personagens") é um tipo de jogo em que os jogadores assumem os papeis de personagens e criam narrativas colaborativamente. O progresso de um jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente. As escolhas dos jogadores determinam a direção que o jogo irá tomar.Os RPGs são tipicamente mais colaborativos e sociais do que competitivos. Um jogo típico une os seus participantes em um único time que se aventura como um grupo. Um RPG raramente tem ganhadores ou perdedores. Isso o torna fundamentalmente diferente de outros jogos de tabuleiro, jogos de cartas, esportes, ou qualquer outro tipo de jogo. Como romances ou filmes, RPGs agradam porque eles alimentam a imaginação, sem no entanto limitar o comportamento do jogador a um enredo específico.



Conceito




O RPG é um jogo pouco convencional quando comparamos aos jogos habituais. Em um teatro, os atores recebem seu guião (ou "script"), o conjunto de suas ações, gestos e falas, com tudo o que suas personagens devem saber e fazer. Você interpreta uma personagem de ficção, seguindo o enredo definido em um roteiro. Num jogo de estratégia, por outro lado, você está seguindo um conjunto de regras onde, para vencer, você precisa vencer desafios impostos por seus adversários - cada partida é única, já que é impossível prever seus movimentos durante o jogo. No RPG, esses dois universos se unem.Como em um jogo de estratégia, há regras que o definem, e guiam aquilo que o seu personagem pode ou não fazer. A esse conjunto de regras chama-se sistema. Como no teatro, cada personagem tem uma história, e deve ser interpretado assim como fazem os atores. Diferente de um jogo de estratégia, você não luta contra um adversário específico, mas vive aventuras em um mundo imaginário. Diferente do teatro, você não segue um roteiro, mas age pelo seu personagem com liberdade de ação, limitado somente pelo conjunto de regras do sistema em questão.Um grupo de RPG pode ter de duas até dez pessoas, as vezes mais. Não existe um número específico, embora a maioria dos grupos tenha uma média de 4 até 6 integrantes. No RPG, existem dois tipos básicos de jogadores muito bem definidos: O primeiro tipo é o jogador personagem, normalmente chamado apenas de "jogador", PC (Player Character) ou PJ (Personagem do jogador ). Esse jogador é quem cria um personagem fictício, seguindo asregras do sistema escolhido por seu grupo, e controlará esse mesmo personagem pelas aventuras do jogo. (Em alguns Jogos de Interpretação, jogadores podem controlar mais de um personagem simultaneamente, embora seja incomum.)O segundo tipo de jogador é o narrador, mestre ou GM (Game Master). Será ele quem criará a história e julgará as ações de todos os personagens do jogo. O narrador normalmente não possui um personagem próprio, mas controla todos os personagens não-jogadores da aventura - que seriam os coadjuvantes da peça de teatro. Enquanto o jogador tem uma atuação assemelhada àquela de um ator de teatro, o narrador seria o diretor e roteirista, aquele que define o cenário, figurantes, ambiente e tudo mais. Por isso mesmo, o narrador é aquele que deve conhecer as regras mais profundamente, e deve ser o mais experiente do grupo, normalmente seguindo um sistema de regras pré-determinado que o ajudará com os eventuais problemas e dúvidas que venham a surgir. Apesar do narrador seguir as regras de um sistema, ele pode quebrá-las, ignorá-las ou mudá-las em prol de uma fluidez no andamento da partida, baseando-se para isso no seu bom senso. Conhecer o máximo possível sobre o sistema facilita esse processo e evita arbitrariedades.Cada sessão de RPG pode ser chamada de uma aventura. Uma sucessão de aventuras onde se usam os mesmos personagens mantendo a continuidade dos eventos torna-se uma "campanha". Cada jogador cria o seu personagem baseado no mundo e em suas regras pré-estabelecidas, que o narrador/mestre determinou, e viverá nele as suas aventuras. Ao término de cada aventura, o personagem recebe pontos de "experiência" (XPs), que representam o seu aprendizado. Estes pontos podem tornar o personagem mais forte, dando-lhe mais vantagens e habilidades. É por esse motivo que os mesmos personagens costumam ser usados em campanhas - uma vez que a progessão do personagem é evidente, diferente de várias aventuras isoladas em que cada personagem precisa ser feito do zero.Existem muitos tipos diferentes de RPGs, e cada um possui as suas próprias regras. De forma geral, quando um jogador decide fazer alguma coisa, o narrador decide e narra para ele o resultado. Quando é uma ação complicada e/ou com grande chance de erro (como pular grande distância ou fazer uma acrobacia), o narrador pode exigir um teste, que é feito com uma jogada de dados. Estes representam o fator aleatório existente, a chance do personagem conseguir ou não realizar a ação pretendida. Cada sistema possui suas próprias regras para definir o sucesso ou falha de cada ação, calculando a probabilidade do resultado ser ou não favorável.E quem ganha o jogo?Uma característica, que não se apresenta de forma evidente em um jogo de RPG, é a resposta para a pergunta: "quem ganha o jogo"? O senso comum nos diz que todo jogo é uma disputa, e precisa existir um vencedor. Porém, essa noção não se aplica em um jogo de RPG, uma vez que ele não é focado em uma disputa entre os jogadores - justamente o contrário, RPG é um jogo com ênfase na cooperação. Em um jogo de RPG os personagens fazem parte de um grupo, e esse grupo precisa ser unido e trabalhar em conjunto para ter sucesso em suas aventuras. No entanto, essa explicação só é válida para os personagens dos jogadores. Pelas características do jogador "narrador", pode se pensar que ele estaria jogando contra os demais jogadores, mas essa idéia também está errada.Como o narrador é um contador de histórias, tudo dentro do jogo acontece de acordo com sua narração. Se ele quiser, ele pode fazer com que todos os personagens sejam presos, fiquem doentes ou mesmo fiquem ricos em apenas um instante, basta apenas ele narrar isso acontecendo. O que de fato ocorre, é que o narrador cumpre um papel de árbitro e não de adversário. Ele não joga "contra" os jogadores, ele cria uma história na qual os personagens desses jogadores possam se desenvolver. Ele também não joga "a favor", um narrador precisa sempre ser imparcial para manter um bom andamento da aventura. Apesar de propôr os desafios e representar todos os inimigos do jogo, ele não faz isso com o objetivo de derrotar os jogadores, mas de oferecer um bom ambiente para a partida. Como o objetivo do jogo é a diversão, ele pode, em determinadas vezes, favorecer um ou mais jogadores, ou mesmo penalizar outros, para que o jogo fique equilibrado e divertido para todos.Então pode surgir outra pergunta: "os jogadores disputam entre si"? A resposta mais exata seria dizer: "depende". Na maioria dos jogos, todos os jogadores são parte de um único grupo. Pense no grupo de RPG como um grupo de heróis de um filme de ação, ou melhor ainda, como jogadores de futebol. Se o narrador é semelhante a um árbitro, os jogadores são semelhantes a um time. Todos devem agir em conjunto para conseguir enfrentar os desafios que o narrador oferece. De forma geral, existe alguma disputa, assim como jogadores de um mesmo time disputam entre si para ver quem é o mais habilidoso, ou faz mais gols. No entanto, eles devem agir em conjunto, senão a vitória na aventura pode se tornar algo impossível de alcançar.Por outro lado, existem exceções a essa regra. Em determinados sistemas, ou mesmo se os jogadores assim desejarem, o narrador pode criar aventuras nas quais os jogadores disputam entre si pelos mais variados motivos. Talvez cada jogador seja um mercenário contratado para resgatar uma mesma pessoa, ou então todos sejam exploradores de uma ruína antiga tentando conseguir o mesmo objeto. Existe uma infinidade de temas possíveis, mas estas situações não representam o estilo de jogo mais comum nas partidas. A maioria esmagadora dos jogos exige cooperação entre todos os jogadores.Qual seria, então, a resposta à pergunta: "quem ganha o jogo"? Na visão dos jogadores de RPG, todos ganham. O objetivo de cada aventura é superar os desafios e, quando os jogadores conseguem fazer isso, eles ganham pontos de experiência e histórias na vida de seu personagem. Essa é a premiação pela "vitória" em uma sessão. Todos os jogadores que conseguem passar pela aventura são considerados vencedores. Pode soar um pouco estranho para quem não está acostumado a um jogo em que todos os jogadores podem vencer, mas depois que se entende a mecânica do jogo é algo natural.

















Dados e demais materiais


Como em uma aventura de RPG sempre existem eventos aleatórios, nem tudo pode ser decidido de forma direta pelo narrador ou jogadores. Para representar a aleatoriedade das partidas da forma mais imparcial possível, no RPG existem regras para definir o sucesso ou fracasso de uma ação. Quando um jogador tenta fazer alguma coisa relativamente complexa, como lutar ou fazer acrobacias, um teste com dados deve ser feito para decidir o sucesso ou fracasso. Cada sistema possui as suas próprias regras, que definem que números no dado determinam um sucesso ou fracasso em cada jogada.
Exemplo: "Um personagem esta preso em uma masmorra. O narrador então descreve ao jogador que nessa masmorra existe apenas uma única porta de madeira. O jogador então decide tentar arrombar essa porta, para fugir. O fato é que arrombar uma porta é um ato que exige força e habilidade, e por haver grande chance do jogador falhar ele deverá fazer uma jogada de dados para ver se consegue realizar o feito. Ele joga os dados, consegue um resultado satisfatório, e arromba a porta."A maioria dos sistemas de regras de RPG usa dados para testar as habilidades dos personagens. Alguns, como GURPS e RPGQuest, usam dados comuns de seis faces. Outros como o Dungeons & Dragouns usam dados diferenciados: além dos tradicionais dados de 6 lados, também são usados dados de 4 lados, 8 lados, 10 lados, 12 lados, 20 lados e 100 lados. Cada sistema tem suas próprias regras para determinar o que ocorre no jogo baseado no resultado dos dados. Por definição, quanto mais difícil a tarefa, menor será a chance do resultado dos dados serem satisfatórios. A maioria dos sistemas possuem regras específicas para um grande número de ações que um personagem poderia fazer, mas em última instância cabe sempre ao mestre decidir se a jogada é necessária ou não.Quanto maior a dificuldade, menor é o número de resultados que levam ao sucesso de uma ação. Isso não depende apenas da dificuldade da tarefa, mas da habilidade do personagem. Digamos que por exemplo, o personagem em questão fosse muito forte. Nesse caso, ele teria mais chances de arrombar a porta. Por consequência, o número de resultados que representam o sucesso de sua ação é maior. Ou seja, as habilidades do personagem favorecem ele, dando uma maior chance de conseguir um bom resultado: As jogadas são definidas tanto pela habilidade do personagem como pela dificuldade da ação.Além dos dados, uma sessão de RPG também pode requerer mais alguns materiais. O mais comum é uma cópia da ficha de personagem para cada jogador, aonde se anotam as informações do personagem e as mudanças ocorridas nele durante a sessão, e lápis e papel para anotações diversas do narrador e dos jogadores. As vezes, algumas miniaturas de monstros, personagens, cenários, etc, podem ser usadas para simplificar problemas comuns na hora de aplicar determinadas regras. Durante um combate, por exemplo, utilizam-se miniaturas para visualizar a posição de todos que irão participar da luta, assim, os jogadores podem escolher qual oponente irão atacar primeiro ou qual a melhor rota de fuga caso precisem fugir. De uma forma geral, apenas a ficha de personagem, dados, papel e lápis são necessários para jogar, além de um livro com as regras que possa ser consultado em caso de dúvidas durante a sessão.O que se pode fazer em um jogoEm um jogo de RPG, cada jogador tem grande liberdade para criar o seu personagem e interpretá-lo, sempre seguindo as limitações impostas pelo sistema escolhido (alguns sistemas são mais realistas, outros permitem personagens muito poderosos como heróis de histórias em quadrinhos). Mas o que é que um personagem pode e não pode fazer dentro de um jogo? Um primeiro ponto importante é: o personagem tem os seus próprios conhecimentos, que nem sempre são os mesmos do jogador. Um exemplo simples, um jogador sabe que determinada porta da fortaleza só pode ser aberta com o uso de uma certa alavanca escondida, mas se o personagem não souber disso ele não poderia abri-la sem que tenha acesso a essa informação diretamente no jogo.Depois de criado, o personagem tem suas próprias características, lembranças e habilidades.Ele também pode ser de alguma organização que existe ou entre os amigos,ou de uma nação ou até se o RPG seja sobre um filme, por exemplo, pode entrar na organização desde que de acordo com o GM (Game Master) como por exemplo derrotar um membro. Podem também ser inventadas características de acordo com o jogador ou só no jogo, como por exemplo medo de sangue (é só um exemplo), pode ser desenhado um "bonequinho"(assim como podem ser inventados paises,cidades,etc),pode ter uma desvantagem contra tal raça...O personagem deve ser inventado de acordo com o que o jogador quiser, é claro com algumas limitações como os atributos ( habilidades especiais que derivam de acordo com a história), por exemplo que são limitados pelo GM (ou Narrador, Game Master,dentre outros vários nomes)Em uma sessão, é muito comum que o jogador conheça diversas coisas que o seu personagem não conhece. Por exemplo, o jogador pode já ter usado outro personagem em uma situação semelhante a que o personagem atual se encontra, ou por conhecer as regras do sistema sabe as fraquezas de certos inimigos no jogo. Mas em um jogo de RPG o jogador não deve usar conhecimentos que ele possui, mas sim interpretar seu personagem com fidelidade. Por exemplo, se uma pessoa está assistindo um filme, muitas vezes já sabe onde a mocinha que foi raptada pelo vilão está escondida. Mas o protagonista não sabe, e é por isso que ele não vai direto salvá-la. A mesma coisa acontece no jogo, o jogador pode possuir conhecimentos que o personagem não tem, mas ele deve interpretar o seu personagem, e representar a sua falta de conhecimento sobre o assunto.Então, uma das coisas que um jogador não deve fazer, é ir contra as características de seu personagem, o que é chamando entre os RPGistas de "antijogo"; ou usar conhecimentos sobre o sistema para vencer seus adversários de um modo que seu personagem não deveria agir, o que muitos chamam de "meta-jogo" ou "sexto-sentido", que seria o personagem saber de uma informação sem que alguém o contasse ou que ele visse com seus próprios olhos. Essa regra não vale somente para os conhecimentos do personagem, mas também para a personalidade que o jogador definiu. Se, por exemplo, ele fez um personagem com excesso de confiança, ele deve representar isso mesmo quando ele sabe que poderá trazer prejuízos ao seu personagem. Se ele faz um personagem que tem fobia de fogo, ele deve representar esse medo quando passar por uma situação aonde o seu personagem esteja próximo do fogo.O também jogador não deve tentar se aproveitar de "furos" ou erros nas regras. Alguns jogadores tentam usar as regras de seu sistema de forma a conseguir o máximo de vantagens possíveis para os seus personagens, com o mínimo de efeitos colaterais. Isso não seria um problema, no entanto muitos RPGs possuem regras bastante complexas, e alguns jogadores se utilizam de furos nas regras para conseguir vantagens que não deveriam ter. Jogadores assim costumam ser chamados pelos RPGistas de "apelões" ou Overpowers. Como exceção, o único jogador que pode burlar as regras se assim desejar, é o narrador, para garantir o bom andamento da campanha e a diversão de todos. Para isso, algumas vezes ele pode precisar ignorar certa regra, para não impedir a diversão do jogo. Por exemplo, pode ser que por uma fatalidade um dos jogadores faça alguma coisa que estrague toda a aventura: O narrador deve ser livre para ignorar as consequências dessa atitude, para o bom andamento do jogo.O ideal é que o narrador faça isso de forma que os jogadores não percebam tal coisa. O segredo do bom narrador, é fazer com que os jogadores confiem nele. Um narrador que sabe a hora certa de esquecer ou modificar os resultados de uma jogada de dados, pode tornar o jogo mais equilibrado. (Por esse motivo, as jogadas de dado do narrador normalmente são feitas em segredo, para que os jogadores não saibam qual é o resultado, dando assim liberdade para o narrador modificá-las quando precisa.) Mas é importante dizer que o narrador não deve abusar dessa ferramenta, pois dessa forma pode tirar totalmente a aleatoriedade do jogo. Assim, o jogo deixa de ser imprevisível. E não existe graça quando se sabe que todos os desafios serão vencidos. "Perder" também faz parte do jogo.História do Role Playing GameEm registros oficiais, o Role Playing Game ou RPG surgiu no ano de 1974. O primeiro lançamento foi o jogo Dungeons & Dragons (Masmorras e Dragões, em português), criado por Gary Gygax e Dave Arneson. No início, o D&D( abreviatura de Dungeons & Dragons), era um simples complemento para um outro jogo de peças de miniatura chamado Chainmail (cota de malha), mas terminou dando origem a um jogo totalmente diferente e inovador. Este primeiro jogo era extremamente simples comparado aos Jogos de Interpretação da atualidade e tinha uma origem influenciada por jogos de guerra/estratégia.Há poucos registros confirmados, mas há uma expeculação que Gary e Dave começaram o RPG em virtude de que estariam jogando um "WarGame" (jogo de batalha entre miniaturas) e um dos dois disse ter construído uma fortaleza indestrutível. Como forma de invadir essa fortaleza, o adversário disse que 3 dos seus melhores guerreiros foram enviados para entrar nos esgotos da fortaleza para invadi-la. Com isso, surgiu a primeira aventura controlando um pequeno grupo de personagens, e assim começou a interpretação individual e não apenas de exércitos.Praticamente junto com o D&D foi lançado outro jogo mais complexo, que já mostrava um outro tipo de abordagem para o RPG: Empire of Petal Throne foi lançado também pela TSR, em 1975, teve pouco sucesso de vendas, porém fazia uma nova abordagem. Passava das lendas medievais para novas criaturas de raças inspiradas em lendas astecas, egipcias e de povos da antiguidade; foram criadas até uma nova língua para os jogadores se comunicarem com aquelas raças. Mesmo as regras sendo praticamente iguais ao D&D, o jogo tinha uma abordagem totalmente diferente. Isso só viria reforçar a tese que o RPG poderia ser tanto um jogo divertido para adolescentes, como uma grande representação elaborada que poderia abordar as mais diversas experiências.Em 1980, D&D já era uma grande febre e em 1982 surgia o filme Mazes and Monsters, com o ator Tom Hanks ainda jovem, mostrando a história de um jogo de RPG. Em 1983 o jogo virou um desenho animado, Caverna do Dragão.O jogo confirmava seu sucesso com o lançamento do AD&D (Advanced Dungeons & Dragons) e surgiam novos gêneros alternativos para o jogo como:

Super-Heróis, com um sistema Champions, criando um gênero e trazendo uma forma de pontuação para os personagens, além dos atributos, das vantagens e desvantagens o que tornava o jogo mais tridimensional e interessante.
Cyberpunk, nos anos 80 discutia o impacto da realidade virtual em um futuro próximo.
Ficção Científica, baseados em uma literatura já existente como o Estar Farsas ou totalmente inovadores como Caravelas.Em 1986 a empresa Steve Jackson Games publica o jogo GURPS um sistema genérico de regras. Ele veio com toda uma diversificação onde os GM (Game Master) poderiam usar um sistema que permitisse que o jogador, mesmo com vários gêneros de personagens e mundos onde a ação pudesse ocorrer, pudesse jogá-los com apenas um conjunto de regras.Outro gênero criado nessa época foram os RPGs educativos, que visavam empregar a mecânica do RPG em atividades didáticas. No Brasil, por exemplo, foi lançado o livro GURPS: Desafio dos Bandeirantes. Eles surgiram principalmente como uma resposta a acusações de que o RPG teria um efeito negativo nos seus jogadores, podendo até levar a crimes (as ligações entre o RPG e esses crimes foram posteriormente desmentidas).Até o final dos anos 90 surgiram inúmeros títulos, oferencendo variações no jogo ou ambientações diversas para a interpretação (também chamadas de cenários). Por outro lado, isso levou a uma fragmentação do mercado, diminuindo o lucro das editoras e consequentemente o número de edições, afastando alguns fãs.No início do século XXI, foi lançada a terceira edição do jogo D&D, que contava com uma licença que permitia a qualquer um lançar produtos compatíveis, chamada de Open Game License. Isso levou a um novo crescimento no mercado do RPG, com o lançamento de um número maior de títulos.Apesar dessa Invasão da Open Game License, varias editoras continuam a lançar RPGs com sistemas próprios. No Brasil a Editora Comic Store lança em 2004 o OPERA RPG, que além de apresentar regras lógicas e ágeis para se jogar RPG em qualquer cenário, ensina como funciona a sua estrutura básica, permitindo que qualquer jogador possa criar novas regras compatíveis com seu sistema. Em 2005 é lançado o RPGQuest , para iniciantes, retornando às origens de jogos de tabuleiro misturados com interpretação e jogos de contar histórias, com distribuição em bancas de jornais e lojas de brinquedos.RPG no BrasilNo início dos anos 80 conseguir os livros era quase uma epopeia, uma missão digna de muitas aventuras fantásticas, os jogadores que cresciam em número tinham que esperar que um amigo ou parente fosse para fora do país para poder conseguir títulos ainda distantes das prateleiras. Nesse turbilhão de dificuldades para se conseguir um livro de RPG nasceu uma geração que hoje encontra-se com um pouco mais de 30 anos - a Geração Xerox, batizada dessa forma devida a forma como conseguia os títulos importados.Nos final dos anos 80 era possível achar ou encomendar livros de RPG através de grandes livrarias em São Paulo e no Rio de Janeiro, porém haviam alguns obstáculos a serem transpostos: Os livros, por serem importados, não eram baratos. Além disso era necessário saber um pouco de inglês para poder jogar. Os RPGs desta época mais jogados eram o D&D, Merp e Rolemaster.Isto perdurou até 1991 quando surgiu Tagmar o primeiro RPG brasileiro. Com uma ambientação baseada nos livros de J.R.R. Tolkien, foi acusado injustamente de ser baseado no D&D, mas na verdade tinha um sistema bem diferente. O jogo chegou a fazer sucesso, mas a editora fechou no fim dos anos 90.Esta década também foi marcada pela inicio da publicação de RPG estrangeiros no Brasil, iniciando em 1991 com o GURPS e em 1995, a Editora Abril Jovem conseguiu uma licença para publicar o AD&D no Brasil, mas como o RPG era um jogo considerado demasiado "cult", a aditora decidiu lançar primeiro a versão simplificada das regras do AD&D 2ª Edição, o First Quest. A década prossegue e mais alguns títulos são lançados: Paranoia, Advanced Dungeon & Dragons e Vampiro - a Mascara. Além das publicações estrangeiras muitos outros RPG brasileiros surgiram neste período.Em 2005 o Tagmar retornou ao público totalmente remodelado em uma versão livre (usando uma licença Creative Commons) para download pela internet, sendo um marco de pioneirismo no RPG brasileiro.Obras Brasileiras PublicadasTagmar, o 1º RPG Brasileiro (1991).
O Desafio dos Bandeirantes, o 1º com ambientação baseada no folclore brasileiro (1992).
Millenia na linha de ficção científica (1995).
Arkanun RPG de horror que utiliza o Sistema Daemon (1995)
Era do Caos- Retratando o Colapso das metrópoles brasileiras no início do Séc.XXI (1997)
Defensores de Tóquio RPG de super-heróis japoneses. Sistema originalemente lançado pela revista Dragão Brasil, agora na sua quarta versão conhecida como 4D&T (1998).
Caliope, RPG medieval usando D6,D10 e D20 (2001).
OPERA RPG - Regras práticas e ajustáveis de RPG que permitem a criação de qualquer cenário de jogo (2004).
Utopia (RPG) - Usa o sistema d10 (2003).
Invasão misturando Arquivo X com história brasileira (2004).
Clavius, um sistema de RPG gratuito (2004).
Nexus D6 (2005)
Mighty Blade RPG Sistema de Fantasia Medieval (2007)
RPG Desafios, RPG para uso terapêutico para prevenção e tratamento do uso de drogas na adolescência (2009).Obras Estrangeiras Publicadas
G.U.R.P.S - Generic Universal Role Playing System - Jogo de RPG genérico, podendo ser ambientado em qualquer lugar ou época (1991)
Vampiro, A Máscara - Jogo de RPG onde o jogador pode assumir um personagem vampiro (1994)
First Quest - versão simplificada das regras do AD&D 2ª Edição. (1995)
Advanced Dungeons & Dragons 2ª Edição - RPG de Fantasia Medieval (1996)
Dungeons & Dragons 3ª Edição - RPG de Fantasia Medieval (2000)





Livros-jogos ou Aventuras-solo



Também existe uma variação do RPG chamada livro-jogo, que contém aventuras-solo, ou seja, aventuras que se pode jogar sozinho, uma alternativa ao RPG normal, que exige um grupo de pessoas para jogar. Acontece de pessoas começarem a jogar livros-jogos para depois passarem ao RPG. As aventuras-solo funcionam de uma forma semelhante a uma sessão convencional de RPG, onde o próprio livro faz o papel do "Mestre". Ele oferece as escolhas que o jogador pode fazer, e o jogador progride no jogo conforme supera os desafios, podendo passar por diferentes enredos dependendo de suas escolhas durante o jogo.Live ActionO "live action", ou "ação ao vivo" em português, é uma forma diferente de se jogar RPG. Assim como o RPG é uma evolução ou variação dos jogos de guerra, o Live Action pode ser considerado uma possível evolução, ou mesmo uma variação do RPG convencional.Em um live action você não imagina o cenário narrado pelo Narrador, mas utiliza o espaço à sua volta como o cenário de jogo. Em uma sessão de RPG comum cada jogador pega a sua ficha e senta em um mesa, como em um jogo qualquer, representando alí o seu papel sem nenhuma interação real com outros jogadores: Já o live action é o estilo de RPG que mais se aproximaria de um teatro de verdade. Você representa o seu personagem exatamente como um ator representaria um papel. É exatamente como uma peça de teatro, aonde cada jogador representa um personagem: A diferença é que esses personagens foram construídos antes com ajuda do narrador, e serão representados no evento. Quando existe a necessidade de testar alguma habilidade do personagem, ao invés de se usar jogadas de dados, existe apenas uma comparação rápida entre os atributos (algumas vezes, essas disputas são feitas também usando a brincadeira de "pedra, papel e tesoura", em outras, utilizam "boffers", ou "espadas de espuma", nos chamados lives de contato).




Jogos de Interpretação para computador e Video-Game



Muitos jogadores de RPG não consideram o jogos feitos para video-game e computador como "RPGs reais". Pela falta de liberdade em comparação aos jogos "de mesa", esses jogadores afirmam que os jogos eletrônicos seriam na verdade jogos de aventura com elementos de RPG. Em um jogo de RPG eletrônico, você controla personagens que seguem uma história pré-determinada, aonde seu personagem se desenvolve com o passar do tempo. Além dessa característica é difícil definir o que seria um RPG eletrônico, existe uma enorme variedade de jogos que se encaixam nessa classificação. Existem também os MMORPG (Massive Multiplayer Online RPG - Jogos de Interpretação Online Massivos), jogos aonde diversas pessoas se conectam e jogam simultaneamente em um mesmo mundo. No Brasil, encontramos os jogos: Os Reinos da Renascença, Ragnarok Online1 & 2, Rappelz, Runescape, Gunbound, Priston Tale, Mu online, Ultima online (UO), World of Warcraft (WoW), Tíbia, Lineage II, Neverwinter Nights (NWN), Tale of Pirates, With Your Destiny (WYD), Hero online, Perfect World, Rising Force Online, Silkroad Online, Cbal Online, MapleStory, Lunia, Dofus além de comunidades menores em praticamente todos os MMORPGs de sucesso.RPG via internetHá várias ferramentas que permitem que se jogue RPG como se fosse na mesa, porém via internet, à distância. Cada uma delas tem suas vantagens e desvantagens em relação à mesa real. Em geral, a maior vantagem é unir grupos distantes fisicamente (com jogadores em cidades diferentes, por exemplo). Algumas modalidades de jogo são:
PBEm Play By Email: aventuras são narradas via e-mail ou lista de discussão. A vantagem é que cada um joga na hora que pode. A desvantagem é que as aventuras demoram mais para desenrolar.
Play-by-fórum: salas e fóruns são criados para narração ou portais fornecem espaço dentro de seus fóruns para isso.
Softwares de RPG Online: são programas cliente-servidor que permitem que os jogadores se conectem a uma sala. Alguns fornecem roladores de dados, chat, fichas prontas etc. Em inglês temos Fantasy Grounds e Insider, aqui no Brasil temos IRPG.
Play-by-web: sites de jogos online que disponibilizam mesas virtuais de RPG via browser. No Brasil temos o Taulukko.
Play-by-MSN: as ações dos personagens são enviadas como mensagem, distinguidas da fala de cada um por estarem entre asteriscos ou outro separador.
OrBRPG: Sigla para Orkut-based RPG. Nessa modalidade os jogadores criam comunidades (em alguns casos, várias delas) para narrar os jogos.





Como fazer um RPG Gratuito


O designer de jogos Rob Lang, do recomendadissimo Free RPG Blog e 1 KM1KT fez um guia sobre como estruturar seu RPG Gratuito de forma que ele fique mais acessivel para o leitor. Conversei com ele, que me deu a autorização para a veiculação do texto abaixo:

Neste texto, eu irei dar uma pincelada em uma forma de organizar o seu RPG Gratuito. Se você esta emperrado pelas idéias de como coloca-las no papel de uma forma que as outras pessoas possam entender e em última instância rolar aventuras com o seu jogo. Usando um exemplo, eu apresento uma ordem que funcionaria para a maior parte dos jogos que eu tenho analisado [e eu estou acostumado em analisar alguns deles] mas se você sentir que ele não funciona para o seu RPG, então tudo bem.
Não há uma estrutura definida. Eu inclui Cenário aqui pois eu acredito que se você quer ter certeza que seu RPG será jogado, você precisará incluir um cenário e uma amostra de aventura.
O seu cérebro esta fervendo com idéias e você esta projetando vomitar todos seus pensamentos espumantes socando-os em um processador de texto, transforma-lo em PDF e lança-lo no1KM!KT. Você acabou de entrar para o clã muito-feliz dos Filantropistas de Internet. Muito bem feito!!
Então você é banhado na resoluta luz do sol, cada ruga em seu rosto se aprofundando. Você é movido por um coração que bate preocupado e com uma transpiração gélida. Alguém o jogará? Eu devo compartilhar minha idéia?
Algumas vezes grandes idéias são enterrada pelo autor, não devido a uma redação ruim, mas por culpa de uma organização pobre, o que é vergonhoso pois é algo relativamente fácil de consertar. Eu sou culpado pela maior parte do que esta abaixo, mas estou trabalhando para mudar este formato. Não se esqueça que um RPG é tanto lido quanto referencia de leitura. Ele deve ser tanto uma material de referencia quando gostoso de ler.A Estrutura

Um jogo deveria ser organizado ter uma estrutura lógica e então ter uma leitura agradável [veja mais abaixo na seção de Estilo]. Para ajudar a ilustrar meu ponto de vista, eu usarei um jogo completamente fictício para alguém que realmente não sabe até aonde eu fui com isto.Estas são as seções principais que eu incluiria:Capa


No mínimo, ela deveria conter o nome do seu jogo. Ela não precisa ser um desenho, um pouco de texto em uma fonte banca também funciona. Eu incluiria seu nome também, você colocou muito do seu trabalho nisto. Eu espero que você esteja orgulhoso a ponto de colocar seu nome nele. Ou, se ele é um lixo e você o detestou, coloque o nome de qualquer outra pessoa nele. Não o meu. Talvez um nom de plume [N.T. Um pseudônimo]Conteúdo

Uma pagina de conteúdo deveria incluir a maioria dos cabeçalhos e subtítulos. Lista de tabelas ou imagens pertencem ao Apêndice. Tente manter o conteúdo a poucas páginas e diminua a fonte ou o espaçamento para que ele se ajuste melhor na página. Linhas podem ser comprimidas, como as pessoas irão apenas passar pelo Conteúdo é improvável que elas lerão isto como parágrafos de uma prosa. Apenas opcional se o seu jogo tem menos que 7 paginas.Agradecimentos / Versão / Dedicatória

Opcional. Existem grandes chances que você tenha que agradecer alguma pessoa por te ajudar com o jogo e este é o melhor lugar para isto. Pode ser a esposa, a namorada [se você tiver ambas, não as inclua juntas aqui] grupos do mal, um bichinho de pelúcia com que você dormia, um terapeuta ou colega de escritório. Tente manter isto em uma página. Sempre coloque a versão e a data do texto. Se você não gosta dos códigos de versão semelhantes aos dos softwares [1.1,1,2 etc] use números redondosIntrodução

É provável que a introdução seja a primeira coisa que o leitor irá ver após a capa, então tenha certeza que ela é descritiva [N.T. fluffness no original]. Ela deve incluir o seguinte:

O que é o livro? Sistema? Cenário? Uma aventura?
Qual é o genero do cenário? Quais são os temas principais
O que os personagens farão?
Qual é o tipo de mecânica [dados/sem dados/pilha de dados]?
Criação de Personagem

Comece esta seção listando todas as etapas que lidas mostrem o que virá, então descreva cada uma destas etapas, dando exemplos quando necessário. Opcionalmente, inclua um exemplo de geração de personagem. Tenha certeza que seu personagem exemplo se encaixará no exemplo de aventura que você dará. Não coloque as pericias alinhadas, a menos que existam apenas meia página para elas. Coloque-as no Apêndice.Mecânica

Se você houver desenvolvido sua própria mecânica, comece com uma introdução a ela. Que tipo de mecânica ela é? Rola dados? Um monte de modificadores? Depois desta breve introdução, defina cada uma das partes em seções, uma de cada vez. Se você tem um conceito principal que conduz todos os outros [como rolar um dado contra um numero alvo], defina-o primeiro. Seções que você pode ter são Resolução de Ações [fazendo alguma coisa], Combate [Machucando alguma coisa] e Magia [Fazendo alguma coisa inacreditável]. Dê pelo menos um exemplo para cada tipo.Cenário

Jogos gratuitos ganham vida com seu cenário. A mecânica não pode ser jogada sozinha por ninguém que não seja um grupo de matemáticos estastisticos e matemáticos estatísticos não são permitidos a se juntar a grupos de RPG sem uma licença especifica. A forma que é colocada a informação do seu cenário é muito importante. Comece com uma visão geral, não muito diferente do que você fez na introdução geral acima. Mostre os elementos principais, a história recente, quem são os principais NPCs. Uma página ou mais disto.
O RPG será usado tanto como uma leitura quanto como um material de referencia, com isto em mente, eu recomendo descrever seu cenário por cima e trabalhe nas bases. Por exemplo, descreve o mundo, os países, as cidades, as regras e então você chega na área da campanha para a aventura de exemploSeção do Mestre

A Seção do Mestre é importante e no minimo inclui um Exemplo de Aventura. Que seria um mostruário do seu cenário sem confiar excessivamente no sistema. Imagine a experiência que os jogadores terão: Eles sentarão, farão os personagens e o Mestre começará. Faça a aventura de uma forma simples de se entender e que também mostre os pontos do cenário. Talvez dê exemplos de personagem também.
Informação adicional para o cenário também deveria ser incluida. Se existem coisas que os jogadores não deveriam saber mas o Mestre sim, então inclua aqui, É normalmente o Mestre que apresenta o jogo para o grupo então faça disto gostoso para ele tambémApendice

Meu background cientifico faz de mim um fascista do Apêndice. Qualquer item que perturba a fluidez da explicação deveria ir para o Apêndice. Listas são as maiores culpadas. Coloque-as no final, eles não irão Le-las do inicio ao fim e elas são usadas mais como referencia. Esta é minha maior fraqueza e quando eu peguei o teste de impressão de Icar da Lulu, eu fui aterrorizado que eu tinha todas as listas [Pericias, pcychotheatrics] alinhadas com a prosa. Talvez seja um pouco áspero mover a lista de pericias de dentro da seção de criação de personagem, mas eu asseguro você que isso será melhor do que o uso atual
Exemplos de coisas que deveriam estar em um Apêndice são:

Pericias
Equipamentos
Magias
Bestiário
Tabelas
Ficha de Personagem
Contracapa

Eu teria um pouco da sinopse como propaganda na parte traseira e talvez instruções para que uma gráfica imprimisse bem para uso pessoal. Se um candidato a Mestre houver impresso e encadernado ele de uma forma legal, os jogadores irão em breve para a contra-capaNo Estilo

Nesta seção eu falo sobre alguns pontos estilisticos sobre a organização de seus RPGs. Estilo é algo mais etéreo que a estrutura e como observador, seu olho é o rei aqui. Se você não tem idéias, então tente usar estas idéias como um ponto de partida

Duas colunas é um dever. A menos que você esteja imprimindo um panfleto
Use paginas ornamentadas pois a maioria das pessoas irá imprimir em ambos os lados do papel. Seja cuidadoso onde você colocará o seu número de pagina, eles podem acabar amarrotados. Se você não tem certeza coloque-os no meio da página.
Coloque as imagens no lado superior direito e no lado inferior esquerdo de preferência. O lado superior esquerdo e o inferior direito da página é onde os olhos leem mais facilmente, então o melhor é colocar o texto lá.

Encheção de linguiça [Fluff]

Encheção de Linguiça [Fluff] é como eu chamo qualquer palavra ou conteúdo que não ajude diretamente o jogador ou o Mestre em rolar o seu jogo. Fluff pode aparecer das formas abaixo:

Exemplos que não demonstram significamente partes do sistema
Um estilo falador de redigir que pode adicionar centenas de palavras
Justificativas sobre o porque de uma regra particular foi escolhida em detrimento de outra
Marketing feito através de dizer quão revolucionário e épico o jogo é. Tudo bem em descrever o porque ele é diferente, mas um excesso de adjetivos é encheção de lingüiça
Detalhar exaustivamente pequenas partes do cenário
Escolhendo bons exemplos

Exemplos ajudarão o Mestre comprender seu cenário e as mecânicas do sistema. Um exemplo sozinho deveria iluminar uma faceta da sua mecânica ou cenário se isto for possível. Exemplos podem se encadear uns com os outros, porem cada exemplo deveria permanecer em seu próprio tópico então os leitores podem pega o clima do exemplo quando se referirem a ele. Assegure-se que o seu exemplo é sem encheção de lingüiça
Um chamado a todos os desenvolvedores de jogos!


Eu esqueci alguma coisa?
Algum erro horripilante aqui?
Eu fui muito rigoroso?
Você conhece algum tutorial ou idéias similares?
Nota do Tradutor: Tem uma seção de agradecimentos que eu não reproduzi, mas ele agradece prioramente o chgowiz.http://blogquarentaedois.wordpress.com/2009/05/13/como-fazer-um-rpg-gratuito/

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